Banco Mundial defende redução de taxas de envio de remessas a África

30 janeiro 2013

Em 2012, africanos a trabalhar no exterior enviaram cerca de US$ 60 mil milhões para casa; órgão sugere publicação de informações transparentes sobre os serviços de remessa.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial refere que US$ 4 mil milhões poderiam ter sido poupados por migrantes africanos, no ano passado, se as taxas cobradas pelas remessas baixassem até 5%.

O órgão aponta que, em 2012, o envio de dinheiro para a África Subsaariana foi o mais caro, com uma média de custos a rondar os 12,4%. Os africanos a prestar serviços no estrangeiro enviaram cerca de US$ 60 mil milhões para o continente, valor que supera ao de qualquer outro grupo de migrantes.

Bancos

O órgão aponta o alto custo de envio de valores pelos bancos, muitas vezes tidos como o único canal disponível para vários migrantes africanos. Pelo facto, o Banco Mundial sugere regras que incentivem a concorrência  com vista a ajudar a reduzir as taxas de remessas.

Foi igualmente recomendada a publicação de informações transparentes sobre os serviços de remessa aos trabalhadores africanos no estrangeiros.

Valor Médio

O G20, grupo das 19 economias mais desenvolvidas do mundo mais a União Europeia, estabeleceu um valor médio de 5% a ser cobrado para remessas até 2014.

Entre as nações africanas, as taxas cobradas pelas remessas são mais altas são cobradas na África do Sul, na Tanzânia e no Gana que, em média, chegam a atingir entre 19% a 20,7%. O fenómeno é atribuído à concorrência limitada no mercado para pagamentos transfronteiriços.

O Sul da Ásia destaca-se pelas taxas mais baixas do mundo, situadas em torno de 6,54%. O valor é inferior à média global de 8,96%

 

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