Em Davos, Ban pede mais ação para fim dos conflitos sírio e maliano

24 janeiro 2013

Secretário-Geral defende união para o fim da violência nos dois países e em prol da garantia de assistência aos necessitados. 

Eleutério Guevane, da Rádio, ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas lançou, esta quinta-feira, um apelo à ação da comunidade internacional com vista à resolução das crises na Síria e no Mali.

Ban Ki-moon discursava no Fórum Económico Mundial em Davos. Para o Secretário-Geral, o mundo deve unir-se para pôr fim à violência nos dois países, além de garantir assistência aos necessitados.

Apelo

Para o Secretário-Geral, atualmente, o dever das nações é demonstrar solidariedade com os que buscam democracia e dignidade. O mesmo deve ocorrer a pensar nas gerações do futuro, para os herdeiros de um mundo de países estáveis e seguros.

O chefe da ONU referiu que numa altura em que as pessoas e as políticas estão ligados como nunca antes, há necessidade de união. Ban sublinhou que confrontos na Síria estão a causar um número de mortos sem precedentes.

Mortos

As estimativas da ONU apontam para 60 mil mortos e 670 mil deslocados desde o início de protestos antigovernamentais, em 2011. Com o escalar do conflito, estima-se que mais de 4 milhões de pessoas precisem de assistência humanitária.

Para Ban, apesar das dificuldades impostas pela situação há necessidade de fazer pressão com vista a uma solução política. O Secretário-Geral reiterou o seu apoio aos esforços diplomáticos do representante especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi para estabelecer um processo político.

Renúncia

No pronunciamento, Ban ressaltou que será essencial para o Conselho de Segurança “que supere o impasse e unir-se com vista a que seja possível uma ação significativa”.

Ban Ki-moon acrescentou que a falta de ação significaria uma renúncia a favor da destruição da Síria, o que considerou inaceitável e que custaria caro.

Mali

Relativamente ao Mali, Ban Ki-moon advertiu para o aprofundar da crise, tendo citado o aumento de relatos de violência sexual, recrutamento de crianças-soldado e represálias contra as populações por parte dos rebeldes tuaregues.

Ban ressaltou o impacto dos insurgentes extremistas armados que se alia ao que chamou de mistura tóxica de pobreza, condições climáticas extremas, instituições fracas, contrabando de drogas e disponibilidade de armas.

Insegurança

A combinação de factores é, para o Secretário-Geral, a causa de miséria profunda e dos níveis perigosos de insegurança no Mali e, potencialmente, além fronteiras.

Os combates entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues foram desencadeados noe norte do país há um ano, após a tomada da área por grupos radicais islâmicos.

Ban Ki-moon sublinhou que os eventos em Mali já afetam toda a região do Sahel, onde cerca de 18 milhões de pessoas sofrem com a escassez de alimentos e a ameaça de insegurança.

 

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