União Africana quer mobilizar fundos para conter conflito no Mali

23 janeiro 2013

Falando à Rádio ONU representante do bloco diz que recursos  devem conter apoiar ação contra o terrorismo; ONU pede maior amplitude da visão e da abrangência da resposta dos países.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A União Africana anunciou que vai organizar, a 29 de Janeiro, uma conferência de doadores que deve mobilizar fundos para o governo do Mali e a força internacional de apoio ao país liderada pelo continente.

Falando à Rádio ONU, em Nova Iorque, o embaixador da União Africana junto das Nações Unidas, Téte António, contou que os recursos devem ajudar a conter a ação de milícias.  A conferência vai decorrer na sede da União Africana em Adis Abeba.

Mobilidade

“Tem como objetivo dar meios para esta força fazer face aos desafios que o conflito no Mali apresenta. Os terroristas envolvidos nos Mali estão bem armados têm meios suficientes, mobilidade e conhecem bem o terreno. Os países africanos lá envolvidos nem todos têm capacidade nacional para fazer face a esse desafio portanto é preciso um apoio”, referiu.

Em Dezembro, o Conselho de Segurança aprovou a resolução 2085, que autoriza o envio da Missão de Apoio Internacional Liderada pelos Africanos, com a sigla Afisma.

Unidade Territorial

Com mandato inicial de um ano, a missão composta por 3,3 mil homens deve ajudar as autoridades a recuperar as regiões controladas pelos rebeldes, no norte, além de restaurar a unidade territorial do Mali.

O país é alvo de combates entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues, iniciados no norte em janeiro passado, na sequência da tomada da área por milícias islamitas.

Confrontos

Estima-se que centenas de civis foram deslocados após novos confrontos na região, aliados à proliferação de grupos armados e à instabilidade causada pela seca e a instabilidade política na sequência de um golpe de Estado de Março.

Agências noticiosas referem que  cerca de 2,5 mil tropas francesas já estão no terreno, prevendo-se  chegada de mais 500. Dos países africanos   devem contribuir o Chade com 2 mil homens, a  Nigéria  com 1,2 mil e outros do Senegal, Burkina Faso, Níger, Togo e Benim.

Coordenação

Sem revelar números, Téte António disse que a UA tem preferência por  fundos provenientes  de contribuições através das Nações Unidas por “serem mais seguros, pode-se fazer previsão e providenciar meios a longo prazo.”

Ao lançar o pedido de fundos aos países, o representante anunciou um processo coordenado entre a UA, a ONU e a Comunidade dos Países da África Ocidental, Cedeao.

Problema Mundial

“O Conselho de Segurança tem a responsabilidade primária de garantir a paz e segurança internacionais. As organizações sub-regionais vão jogando também o seu papel no terreno com a proximidade. Mas o mundo inteiro deve olhar para a questão maliana, porque o terrorismo não está longe de ninguém, nem d continente nem da Europa. Penso que é um problema mundial que devemos atacar”, defendeu.

No Conselho de Segurança, o sub-secretário-geral para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, disse que a amplitude da visão e da abrangência da resposta devem restaurar a democracia e recuperar o território maliano de forma duradoura.

Feltman declarou que o envio de tropas da Afisma começou oficialmente a 18 de Janeiro. O representante referiu ter havido consenso entre as partes envolvidas para a necessidade de aumento do efetivo “com vista a um engajamento efetivo em operações ofensivas e melhoria da proteção.”

 

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