Quase metade dos trabalhadores em países emergentes são de classe média
BR

23 janeiro 2013

Segundo OIT, na última década, houve um aumento de 400 milhões de pessoas naquela classe social; diminuiu o total de trabalhadores na pobreza extrema.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O número de trabalhadores de classe média nos países em desenvolvimento cresceu significamente na última década, criando um impulso necessário para o crescimento futuro e o consumo nessas economias.

A afirmação é da Organização Internacional do Trabalho, que lançou nesta semana um relatório sobre o emprego global. A OIT releva que 42% dos trabalhadores das nações emergentes, ou 1,1 bilhão de pessoas, pertencem agora à classe média.

Renda Diária

O estudo destaca que a renda diária nessas famílias varia entre US$ 4 e US$ 13 por pessoa e o aumento da classe média ocorreu em especial no leste asiático.

Desde 2001, um adicional de 400 milhões de trabalhadores atingiu a classe média. A OIT prevê que até 2017, outros 390 milhões nos países em desenvolvimento irão pertencer à categoria.

A agência da ONU ressalta que esses trabalhadores podem investir mais em educação e saúde, o que gera mais produtividade e crescimento econômico mais rápido.

Pobreza

De acordo com a OIT, o aumento da classe média levou à queda do trabalhadores que viviam em condições de pobreza extrema, com apenas US$ 1,25 por dia. Atualmente, 397 milhões de pessoas estão nesta categoria, uma redução de 281 milhões desde 2001.

Mas houve aumento nos trabalhadores “quase pobres”, aqueles que vivem com US$ 2 a US$ 4 por dia. A OIT destaca que muitas dessas pessoas não têm seguro social e correm o risco de voltar à pobreza caso ocorra outra crise econômica global.

No sul da Ásia, 92% da força de trabalho é pobre ou quase pobre e na África Subsaariana, 86% dos trabalhadores estão nestas categorias.