Funcionários da ONU dizem ter ficado chocados após visita a cidades sírias

22 janeiro 2013

Ocha destaca necessidade de apoio psicossocial a crianças, a falta de acesso à escola e o cenário de edifícios reduzidos a escombros em Taklbiseh e Homs; Ban e Brahimi abordaram  realização de conferência humanitária.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um grupo de diretores de emergência das Nações Unidas revelou ter ficado chocado, após uma visita às cidades sírias de Taklbiseh e Homs.

O Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, anunciou esta terça-feira o término da deslocação ao país da equipa de sete representantes de agências humanitárias da organização.

Cuidados

No périplo, o grupo passou por outras  três cidades  incluindo a capital Damasco. De acordo com o Ocha, a visita for marcada pelo contacto com pessoas a precisar de alimentos, cuidados de saúde e acesso a água limpa.

Nas duas cidades, foi igualmente constatada a necessidade de apoio psicossocial a crianças, o acesso à escola e o cenário de edifícios reduzidos a escombros.

Conflito

A ONU lançou um apelo de US$ 1,5 mil milhões para a Síria, a serem aplicados durante os próximos seis meses. O pedido é considerado “o maior de sempre, a curto prazo.”

Após o eclodir  do conflito, em Março de 2011, estima-se que 650 mil pessoas deixaram o país devido a confrontos entre forças governamentais e da oposição.

Conferência Humanitária

A visita liderada pelo diretor de operações do Ocha, John Ging, encerrou horas após uma reunião entre o Secretário-Geral, com o  representante especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria,  em Nova Iorque.

Ban Ki-moon e Lakhdar Brahimi abordaram a realização de uma conferência humanitária para a Síria a ter lugar no Kuwait, na próxima semana.

Destruição

Uma nota lançada após o encontro, indica que na agenda do encontro também estiveram a via diplomática para resolver o conflito, a situação de segurança e de direitos humanos.

Ambos revelaram desapontamento com o que chamaram “níveis de assassinato e destruição perpetrados tanto pelo Governo como pela oposição. De acordo com a nota, o conflito é alimentado por forças externas que fornecem armamento às suas partes.

Ban e Brahimi manifestam consternação com a ausência de uma postura internacional unificada, que segundo defendem poderia levar a uma transição conforme a declaração de Genebra, de Junho do ano passado.

 

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