Ultrapassado recorde de chegadas de africanos ao Iémen

15 janeiro 2013

Acnur chama a atenção para a travessia perigosa em barcos, que provocou pelo menos 100 mortos ou desaparecidos; novos refugiados sofrem perigo da violência, da exploração e dos abusos sexuais.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque. *    

Mais de 107,5 mil pessoas deixaram os países da região do Corno de África em direção ao Iémen no ano passado. O número ultrapassa o recorde do ano anterior, quando 103 mil pessoas fizeram o mesmo percurso pelo mar.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, refere que oito em cada 10 pessoas que chegaram ao Iémen eram da Etiópia.

Desaparecidos

A agência chama a atenção para a travessia perigosa em barcos, que provocou pelo menos 100 mortos ou desaparecidos em acidentes ou naufrágios no Golfo de Áden e no Mar Vermelho.

A ONU informou que o número de refugiados e migrantes que atravessaram o Golfo de Áden foge à procura de segurança.

Entrada

A agência aponta que os restantes vieram da Somália. Grande parte dos migrantes usa o Iêmen como ponto de entrada para outros países do Golfo Pérsico.

Apesar dos problemas económicos e de segurança, o país continua a receber refugiados que além de proteção e segurança, procuram melhores condições económicas.

Autoridades

O Acnur defende que os somalis, que chegam ao Iémen, são reconhecidos imediatamente como refugiados pelas autoridades locais.

Os novos refugiados sofrem ainda com o perigo da violência, da exploração e dos abusos sexuais. A situação é mais grave na região do Mar Vermelho, dominada por traficantes e contrabandistas.

Atualmente, o Iémen abriga 236 mil refugiados. O Acnur cita também que 300 mil iemenitas estão desalojados por causa dos conflitos no norte do país desde 2004.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud