Chuvas fortes causam seis mortes e atingem milhares em Moçambique

Chuvas fortes causam seis mortes e atingem milhares em Moçambique

Agências das Nações Unidas no país destacam equipas para ajudar o governo a acudir a população afetada; executivo moçambicano adotou medidas de prontidão nas áreas consideradas críticas.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

As Nações Unidas em Moçambique garantem que estão a monitorar constantemente a situação de fortes chuvas que assolam o país. Dados governamentais indicam que seis pessoas, incluindo duas crianças, morreram devido às chuvas na província de Nampula,  no norte.

Desde o início da estação chuvosa, em finais do ano passado, sete mil pessoas foram atingidas no território moçambicano. Em Nampula, 340 famílias de quatro distritos ficaram sem casas.

Quadro Geral

Falando à Rádio ONU, em Maputo, o oficial humanitário das Nações Unidas em Moçambique, Casimiro Sande, traçou o quadro geral da época chuvosa no país.

“Em algumas zonas temos pessoas afetadas, há áreas em que as estradas estão cortadas, mas a situação ainda está sob controlo”, referiu.

Alerta Laranja

Na sexta-feira, o governo moçambicano lançou o alerta laranja para a região norte do país. A decisão visa incrementar as medidas de prontidão nas áreas consideradas críticas.

“Até hoje, temos que estar mais atentos à situação ao longo do Vale do Zambeze, pois a província da Zambézia aparece como aquela que tem sido a mais crítica, que requer maior atenção porque há um registo de perto de 80 famílias que estão afetadas e estão a ser assistidas”.

Impacto

Nesta segunda-feira, cerca de cinco milhões de crianças do 1º ao 5º ano iniciaram o novo ano letivo. Sande falou do impacto das chuvas no setor.

“Na área de Educação temos algumas escolas afetadas. Sabemos que as chuvas vão continuar embora possam abrandar um pouco nos próximos dois dias, mas vão continuar e é necessário que as equipas tragam informações mais atualizada que possam permitir a tomada de decisões mais acertadas sobre a situação”.

Registo

Em declarações à imprensa, a porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Rita Almeida, disse que seis pessoas morreram, em consequência das chuvas. Contudo, admitiu o registo de um número maior.

“A última atualização que nós tivemos, sem contar com as informações que prestamos hoje, estamos a falar de seis. Como pode ver tínhamos falado primeiro de oito, mas por causa desta reverificação sobre as razões da morte este número baixou para seis mas poderá subir dependendo do desenvolvimento dos acontecimentos”.

As Nações Unidas consideram Moçambique um dos países mais vulneráveis às cheias, resultante do impacto das mudanças climáticas.