Nações Unidas condenam confrontos entre comunidades quenianas

10 janeiro 2013

De acordo com agências de notícias pelo menos 10 pessoas morreram, esta quinta-feira, na aldeia de Kibusu no delta do rio Tana; desde o início do ano passado violência  causou mais de 450 mortes no país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas enviaram condolências às autoridades quenianas e às famílias dos afetados pela insegurança causada por confrontos violentos entre comunidades do delta do rio Tana e em outras partes do país.

O escritório do representante residente e coordenador Humanitário das Nações Unidas no Quénia condenou o que chamou “atos desumanos”. Desde o início de 2012, estima-se que os confrontos mataram mais de 450 pessoas, incluindo mulheres e crianças.

Madrugada

De acordo com a mensagem, cerca de 112 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas, como resultado da violência.

Nesta quinta-feira, agências de notícias anunciaram a morte de pelo menos dez pessoas, num ataque ocorrido de madrugada no sudeste do Quénia. A aldeia de Kibusu, da comunidade Pokomo, teria sofrido uma agressão um dia depois de um outro na área dos Orma.

Assistência

Pelo menos cinco crianças perderam a vida no ato, que as autoridades referem ter sido retaliatório. As informações das agências citam relatos de  funcionários humanitários dando conta de  feridos a ser tratados de ferimentos de balas, cortes de facões e queimaduras.

Na mensagem, o Escritório da ONU manifesta a vontade de conceder assistência adicional ao Governo e outros atores humanitários no terreno.

A ONU destaca que em vésperas da corrida para as eleições legislativas e presidenciais de Março, a exortação é que os quenianos exerçam os direitos democráticos de forma pacífica. O apelo é que sejam respeitados os direitos e a dignidade de todos os envolvidos no processo.

 

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