Ramos Horta diz que o papel do Brasil é importante na Guiné-Bissau

7 janeiro 2013

O recém enviado das Nações Unidas ao país africano, que deve de adotar o cargo no dia 31 deste mês, vê semalhanças na História da África com a do Brasil. 

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

José Ramos Horta, o novo representante especial do Secretário-Geral da ONU na Guiné-Bissau, afirmou que “a África pode contar com o Brasil”.

Em entrevista à Rádio ONU, de Lisboa, Ramos Horta afirmou que o Brasil tem um papel importante no processo de consolidação da paz para a Guiné-Bissau.

Cooperação

“O Brasil tem enorme credibilidade. Além disso, tem hoje poderio econômico. Há muita sensibilidade no Brasil para cooperação com África. Por um lado, dada a proximidade do Brasil com África, dada à história da escravatura. Esta história, esta consanguinidade aproximam muito o Brasil da África. E a África sabe que pode sempre contar com o Brasil. E dada, portanto, toda esta complexidade, riqueza de relação África-Brasil, Brasil-África, o papel do Brasil é incontornável. É extremamente importante.”

O ex-presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, deverá chegar a Guiné-Bissau no princípio de Fevereiro. Estará a seu cargo o Escritório Integrado para a Consolidação da Paz no país africano, que actualmente passa por um governo de transição desde o golpe militar de 12 de Abril.

José Ramos Horta, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, oferece à Guiné-Bissau mais de 30 anos de experiência política incluindo negociação de conflitos.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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