África quer coordenação estreita entre missões da ONU contra Joseph Kony

27 dezembro 2012

Diretor do Centro Africano para Estudos e Pesquisas sobre o Terrorismo defende necessidade de combinar  operações contra as atrocidades; Nações Unidas acolhem Fórum de apoio à iniciativa da União Africana, em 2013.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O continente africano quer maior coordenação de missões da ONU em vários países para conter a ação do Exército de Resistência do Senhor, LRA.

O grupo armado, liderado por Joseph Kony, é composto por cerca de 500 guerrilheiros e atua em países como a República Democrática do Congo, a República Centro-Africana e o Sudão do Sul.

Combinação

Em entrevista à Rádio ONU, de Maputo, o diretor do Centro Africano para Estudos e Pesquisas sobre o Terrorismo, Francisco Madeira, falou da necessidade de uma combinação de operações para combater as atrocidades.

“O problema do LRA é um problema de direitos humanos. Um problema de violação maciça de direitos humanos. Talvez de crimes invisíveis como rapto, violação sexual, transformação de jovens em crianças soldado, transformação de jovens mulheres em escravas sexuais e atrocidades. Coisas inadmissíveis e portanto, temos que pôr um fim a isto.”

Atuação

Madeira citou conflitos e problemas enfrentados em áreas de atuação do LRA, incluindo a ação dos rebeldes e grupos ilegais na RD Congo, de grupos dissidentes no Sudão do Sul e combates na República Centro-Africana.

“O que pretendemos, neste momento, é fazer com que as diversas missões das Nações Unidas, como a Monusco, na República Democrática do Congo, como a Unmiss no Sudão do Sul, a Binuca, na República Centro-Africana, entrem em coordenação mais estreita com a força regional conjunta sobre o LRA da União Africana, para podermos ter resultados mais concretos, mais tangíeis.

Iniciativa

No primeiro semestre de 2013, a União Africana e a ONU promovem um Fórum de apoio à iniciativa da União Africana e aos afetados pelo Exército de Resistência do Senhor, na sede das Nações Unidas.

O LRA foi criado nos anos 80, em Uganda, tendo passado a atuar nos países vizinhos há uma década.

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