Condenado envolvimento de militares em estupros na RD Congo

21 dezembro 2012

Escritório da ONU para os Direitos Humanos indica que nove soldados governamentais foram presos por acusações de saques e estupros; estudo aponta também violações cometidas por elementos do grupo rebelde M23.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O envolvimento de elementos de forças do exército em estupros no leste da República Democrática do Congo, RD Congo, mereceu condenação do Escritório da ONU para os Direitos Humanos.

Falando esta sexta-feira, em Genebra, o porta-voz,  Rupert Colville, disse que nove soldados governamentais foram presos por acusações de saques e estupros.

Minova

As atrocidades teriam ocorrido nos últimos dez dias de Novembro na vila de Minova na província de Kivu Sul. No local, pelo menos 126 mulheres, incluindo 24 menores, teriam sido vítimas de violência sexual e estupro.

Para o representante, uma vez mais os eventos devastam a vida de civis.Segundo acrescentou, a preocupação é que mulheres e raparigas são novamente alvo de uma série de grupos incluindo o exército que, supostamente, deve proteger.

Raparigas

Uma investigação levada a cabo após a ofensiva à cidade de Goma, capital provincial do Kivu Norte, também aponta violações cometidas por elementos rebeldes do M23, no rescaldo dos confrontos para controlar a cidade.

A equipa que conduziu o estudo registou casos de execução arbitrária, tratamento degradante e desumano além da  pilhagem de propriedade pública e privada em Goma.

O escritório reiterou a necessidade de as partes em conflito garantirem o respeito aos direitos humanos e do Direito Internacional Humanitário. A urgência de tomada de medidas adicionais foi tida pelo escritório como uma “questão de prioridade para identificar e responsabilizar os supostos autores das violações.”

 

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