ONU elogia esforços para julgar Hissène Habré no Chade

21 dezembro 2012

Parlamento aprova criação de câmaras especiais em tribunais chadianos para processar o antigo líder;  escritório quer apuramento de responsabilidades pelos crimes alegadamente cometidos durante o seu mandato.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O escritório da ONU para os Direitos Humanos saudou a criação de câmaras especiais na estrutura de tribunais chadianos para julgar o antigo presidente, Hissène Habré.

O antigo líder, de 69 anos,  é acusado de participação na morte de opositores e  tortura de outras dezenas de milhares de chadianos desde que assumiu a condução do país após golpe de Estado, entre 1982 e 1990. Ele nega as acusações.

Prisão

Após ter sido derrubado, Habré fugiu para o Senegal onde esteve sob prisão domiciliária desde 2005. Em Julho, o Tribunal Internacional de Justiça decidiu que o país devia iniciar o processo para que fosse julgado no Chade.

O Escritório elogia a medida adotada, esta quarta-feira, pela Assembleia Nacional chadiana. O órgão diz apoiar os esforços da União Africana para assegurar que sejam apuradas responsabilidades pelos crimes alegadamente cometidos durante o mandato de Hissène Habré.

Progressos

O escritório disse estar encorajado pelos esforços de atual governo com vista a alcançar progressos na questão.

Habré  foi acusado pela Bélgica por crimes contra a humanidade e tortura, num processo seguido por anos de disputa com o Senegal.

No ano passado, o líder senegalês, Abdoulaye Wade, ameaçou repatriar o antigo presidente para o Chade, onde um tribunal o havia condenado à morte, à revelia, por alegadamente ter planeado o derrube do governo em 2008.

 

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