Tribunal condena ex-ministro a 35 anos de prisão por genocídio em Ruanda
BR

20 dezembro 2012

Augustin Ngirabatware chefiava a pasta do Planejamento em 1994; massacre de 100 dias matou mais 800 mil tutsis e hutus moderados no país africano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Um ex-ministro de Ruanda foi condenado a 35 anos de prisão por genocídio, e crimes contra a humanidade.

Augustin Ngirabatware foi considerado culpado pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda, Tpir, em Arusha, na Tanzânia.

Armas

Na altura do massacre, Ngirabatware era ministro de Planejanemento. O governo ruandês tinha em seu gabinete uma maioria hutu. Durante o genocídio, que durou 100 dias, mais 800 mil tutsis e hutus moderados foram assassinados.

O Tpir afirma que o ex-ministrou instigou e apoiou verbalmente ataques e assassinatos de tutsis no município de Nyamyumba, além de ter distribuído armas usadas no massacre.

Ngirabatware foi preso na Alemanha, em 2007. Criado pelo Conselho de Segurança, em novembro de 1994, o órgão julga responsáveis por genocídios e graves violações do Direito Internacional Humanitário em Ruanda.

Nos últimos 18 anos, 93 pessoas foram julgadas por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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