Economia global pode crescer 2,4% no próximo ano, diz ONU

18 dezembro 2012

Relatório pede, entretanto, atenção a uma possível associação do escalar da crise na zona euro, o “abismo fiscal” nos Estados Unidos e uma redução do crescimento de economias emergentes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A desaceleração económica global pode agravar no próximo ano se não houver ações concretas, indica um relatório das Nações Unidas.

Lançado esta terça-feira, em Nova Iorque, o documento intitulado “Situação Económica Mundial e Perspetivas 2013” prevê um crescimento global de 2,4% no próximo ano a ser seguido por 3,2%, em 2014.

Riscos

O diretor da Divisão de Políticas de Desenvolvimento e Análise do Departamento da ONU de Assuntos Económicos e Sociais, falou de um relativo avanço do crescimento nos próximos anos se forem confrontados riscos.

Robert Vos abordou um possível escalar da crise na zona euro, o chamado “abismo fiscal” nos Estados Unidos além de uma redução do crescimento chinês e de várias economias emergentes que pode levar a uma recessão global.

Recuperação

De acordo com o Capítulo 1 do estudo, o desempenho previsto é considerado insuficiente devido à necessidade de recuperação de vários países desenvolvidos  e da crise de desemprego.

O documento destaca o crescimento da atenção dos Brics, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, no investimento em África mas aponta que as escolhas devem ser examinadas.

Potencial

Apesar de ter sido realçado o potencial do grupo para o crescimento, o documento alerta para atenção a problemas domésticos constrangimentos de estrutura, competitividade e produtividade principalmente para países dea América Latina.

O relatório indica que a crise realçou a importância de se diversificar o mercado para os Brics.

Crises

Quanto a África, prevê-se um crescimento de 6%, numa altura em que  o continente é marcado por nações recentemente abaladas por crises políticas no norte e as que tentam recuperar-se de conflitos.

Foi, entretanto, referido a agricultura está em recuperação, depois da seca na  África Oriental e a necessidade da aposta em setores que podem impulsionar a recuperação da região como o turismo.

Prevê-se que o continente seja confrontado por problemas da volatilidade dos mercados de commodities antes de engrenar para o crescimento, mas há sinais de esperança.

 

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