Situação é “tensa e frágil” após ofensiva do M23 a Goma, indica ONU

17 dezembro 2012

Monusco anunciou patrulhas de reconhecimento e voos aéreos; missão diz ter observado a presença do grupo de militares dissidentes em vários locais de Kivu Norte.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas confirmaram relatos de movimentoss do grupo rebelde M23 nos arredores da cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo.

Em declarações a jornalistas, esta segunda-feira, em Nova Iorque, o porta-voz do Secretário-Geral referiu que a situação continua tensa e frágil nas províncias de Kivu Norte, da qual Goma faz parte, e do Kivu Sul.

Reconhecimento

Em resposta aos relatos, a Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monusco, fez saber que efetuou patrulhas terrestres de reconhecimento e voos aéreos durante o fim de semana.

A missão aponta ter sido capaz de observar a presença dos militares dissidentes que formaram o M23 em vários locais de Kivu Norte, incluindo áreas perto das localidades de Rwindi, Kibati e Masisi.

A informação vem acrescida a outros relatos, que ainda não puderam ser confirmados, referiu o porta-voz.

Violação

A ONU lembra que os movimentos violam  a Resolução 2076 do Conselho de Segurança aprovada após a ocupação da capital provincial de Kivu Norte pelo M23, em finais de Novembro.

Na altura, o avanço provocou reações de toda comunidade internacional, incluindo o Secretário-Geral da ONU.

Deslocados

A Monusco promete continuar as patrulhas em torno de Goma, que se ressente dos 140 mil deslocados internos devido à ação.

Os efeitos incluem relatos de execuções sumárias, recrutamento de crianças, casos não confirmados de violência sexual e outras “graves violações dos direitos humanos.”

 

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