OIT menciona formação de técnicos locais para petrolíferas em Angola

12 dezembro 2012

País foi recomendado a usar da mão-de-obra local perante a carência de técnicos especializados na indústria; Fórum Global discute necessidade de especialização e formação, em Genebra.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*   

O analista da Organização Internacional do Trabalho, OIT, Yasuhiko Kamakura, citou a iniciativa de companhias petrolíferas em Angola ao criar centros de formação para capacitar trabalhadores locais para o mercado.

Ao lado do Gana, da Nigéria e do Sudão do Sul, o país foi recomendado a usar da mão-de-obra local perante a carência de técnicos especializados na indústria.

Formação

O assunto é debatido, em Genebra, no Fórum Global sobre a necessidade de trabalhadores especializados e sua formação. O presidente do evento, Ruek Puok Riek, mencionou o Sudão do Sul, onde estrangeiros dominam o mercado devido à falta de técnicos especializados.

O fórum junta representantes de governos, empresas e funcionários com o objetivo de analisar a situação atual da força de trabalho e da estrutura das empresas para que a indústria possa lidar com as demandas futuras.

Exportadores

Segundo Kamakura, mesmo com cursos de especialização, a Nigéria ainda não conseguiu suprir a demanda do mercado. O país está entre os maiores exportadores do produto no continente.

No Gana, foi adotada uma estratégia para fornecer, até 2020, 90% da força de trabalho especializada formada por operários locais.

Demanda Global

Segundo a Agência Internacional de Energia, organização autónoma especializada no setor energético, a demanda global por petróleo e gás natural vai aumentar 35% até 2035.

A entidade aposta que haverá recursos devido à descoberta de novas fontes de petróleo e gás, mas a indústria talvez não encontre mão-de-obra especializada para executar o trabalho.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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