Relatório da OIT sobre mulher no trabalho cita modelo do Bolsa Família
BR

11 dezembro 2012

Documento, “Tendências Globais de Emprego para as Mulheres 2012”, papel feminino na gestão da iniciativa; em todo o mundo, metade das trabalhadoras tem emprego considerado “vulnerável”, como o de empregada doméstica.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Um relatório das Nações Unidas sugere que as mulheres ainda estão em situação de desvantagem em relação a homens no mercado de trabalho.

Segundo o documento, “Tendências Globais de Emprego para as Mulheres 2012”, as mulheres também são mais afetadas pelo desemprego em todo o mundo.

Estereótipos

O relatório foi divulgado, nesta terça-feira, em Genebra, pela Organização Internacional do Trabalho, OIT.  A pesquisa indica que em 2012,  metade das mulheres tem empregos considerados vulneráveis, como por exemplo o de empregada doméstica. Para os homens, esta taxa é de 48%.

Dentre os países de língua portuguesa, o estudo destacou o caso do Bolsa Família no Brasil. De acordo com especialistas, a iniciativa, que confere às mulheres a gestão dos recursos, é um exemplo de sucesso.  A agência ressaltou, no entanto, que o programa deve atentar para o risco de uma divisão entre o trabalho pago e o não-remunerado e o reforço do que chamou de “estereótipos de gênero.”

Mineração 

Para a OIT, o Brasil também usa o diálogo social em prol da igualdade de gênero.  Mas disse que há setores que são dominados por homens como energia, mineração e construção de estradas. O relatório informou que o Bndes aumentou o volume de empréstimos para a Petrobras, que segundo o estudo ainda emprega, “na maior parte do casos, homens.”

A agência da ONU elogiou o exemplo de Angola que implementou uma política de não-discriminação a mulheres em companhias do país. E alertou para casos, em todo o mundo, de disparidades de gênero no mercado de trabalho, nos níveis de desemprego e na segregação de setores econômicos.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.