Relatora quer fim de retaliação contra familiar do ativista Chen Guangcheng

7 dezembro 2012

Margaret Sekaggya diz que condenação de Chen Kegui, em Novembro,  deve-se ao desafio do seu tio às autoridades chinesas;  Guangcheng está atualmente a viver nos Estados Unidos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A relatora especial sobre Defensores dos Direitos Humanos, Margaret Sekaggya, pediu à China que liberte o sobrinho do defensor dos direitos humanos Chen Guangcheng.

O ativista, cego de nascença, está atualmente a viver nos Estados Unidos a seu pedido, após ter estado sob prisão domiciliária desde 2010.  De acordo com agências noticiosas, antes esteve quatro anos detido por “danos contra propriedades e interrupção do trânsito.”

Julgamento

A 30 de Novembro, o seu sobrinho Chen Kegui foi condenado a três anos e três meses de prisão pela “imposição intencional de prejuízo”, refere a perita. Ela observa que julgamento, de horas, ocorreu meses depois de este ter estado incomunicável.

Em comunicado, emitido esta sexta-feira em Genebra, Sekaggya pede que cessem os “atos de retaliação contra a família Chen Guangcheng.”

Mandado

O recém condenado foi preso depois de as autoridades terem invadido a casa da sua família “sem um mandado” na província de Shandong, em Abril. Ele foi acusado de ferir um oficial.

Para a relatora, a condenação de Chen Kegui é uma “retaliação contra Chen Guangcheng por desafiar o governo chinês.” A ação foi repudiada “nos termos mais fortes” por Sekaggya.

A relatora instou o Governo chinês a garantir que os defensores dos direitos humanos e suas famílias não sejam alvo de violações dos direitos básicos, como resultado das atividades de direitos humanos exercido de forma pacífica.

 

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