Portugal defende posição concertada da Cplp na COP 18

5 dezembro 2012

Em entrevista à Rádio ONU, ministra portuguesa ações concretas perante desafios com o aquecimento global.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os países de língua portuguesa estão a organizar-se em Doha, no Catar, para apresentar “uma posição consolidada” à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 18.

A informação foi dada à Rádio ONU, de Doha, pela ministra portuguesa do Meio Ambiente, Assunção Cristas.

Mar

Segundo a representante, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, tem preocupações comuns, uma vez que os oito membros do grupo têm mar e enfrentam desafios com o aquecimento global.

“A erosão costeira é um aspecto que também sentimos em Portugal, assim como as secas, e outros problemas, e penso que temos um bom espaço de diálogo. O que falta, a meu ver, é haver uma consciência de todos os países, nomeadamente, os que fazem mais emissões de gases com efeito estufa. É preciso acelerar o passo e caminhar na mesma direção. Claro está que há casos dramáticos das ilhas que estam a desaparecer. Mas todos os países com tufões com secas, cheias, sentem o drama das mudanças climáticas. Estamos num tempo em que é preciso passar desta consciência coletiva para ações concretas.”

Parceria

A Cplp tem articulado posições comuns em vários temas das Nações Unidas como a estratégia de combate à fome, em parceria com a Organização para Agricultura e Alimentação, FAO, e outros assuntos ligados ao meio ambiente, à paz e segurança.

Um dos objetivos em Doha é contribuir para estabelecer o futuro do Protocolo de Quioto, que regula os níveis de emissões de dióxido de carbono na atmosfera. Os termos da 2ª. fase de cumprimentos do Protocolo ainda não foram determinados pela COP 18, que  deve terminar nesta sexta-feira.

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