União Africana quer presença de forças internacionais no norte do Mali

5 dezembro 2012

Em entrevista à Rádio ONU, o representante da União Africana junto das Nações Unidas fala de “pressão”, enquanto ocorrem negociações entre grupos em conflito no país da África Ocidental.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A União Africana manifestou a intenção de ver enviadas forças de paz da comunidade internacionais para o norte do Mali. A informação foi dada representante da União Africana junto das Nações Unidas, Téte António.

O embaixador falava à Rádio ONU, esta quarta-feira, após a apresentação do relatório do Secretário-Geral sobre a situação no Mali. O documento foi apresentado pelo chefe do Departamento de Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman.

Pressão

“Pensamos que, enquanto mantemos as conversações como uma das estratégias, a pressão militar tem de estar lá. Os grupos que estão a negociar estão a fazê-lo por ter havido esta pressão militar. Portanto, baixando a pressão militar vai com certeza vai reforçar os terroristas que estão a cometer crimes no norte”, sublinhou.

Feltman disse que a situação de segurança no norte do Mali continua a deteriorar-se com relatos de abusos dos direitos humanos e com a alegada chegada de jihadistas e o que chamou terroristas para se juntar a grupos armados.

Confrontos

A ONU também aponta a ocorrência de confrontos entre o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad, Mnla, e o Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental, Mujao, na região de Gao a nordeste.

O representante da ONU referiu-se a profundas divisões entre os atores políticos na capital, Bamako, sobre como implementar as principais prioridades nacionais.

Daí, segundo a União Africana, a necessidade de uma força para atuar no país.

Relatório

“A presidente da Comissão da União Africana, Nkosezana Dlamini Zuma, o presidente da Comissão Africana, o presidente da Cedeao e o presidente União Africana escreveram para o Secretário-Geral para exprimir algumas preocupações em relação a inserções no seu  relatório quanto ao desdobramento da força. O relatório diz que a intervenção militar seria um último recurso. Nota-se um certo recuo em relação a esses esforços”, defendeu.

No Conselho de Segurança, o chefe do Departamento de Assuntos Políticos da ONU disse que grupos à Al-Qaeda no Magreb Islâmico estariam a apoia os intervenientes conflito que ocorre desde Abril deste ano.

 

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