Ban Ki-moon pede cooperação abrangente na COP18

Ban Ki-moon pede cooperação abrangente na COP18

Falando a ministros do Ambiente, em Doha, Secretário-Geral aborda secas no de Brasil e no Sahel; Ban quer desafios climáticos refletidos em todas as áreas governamentais e de decisão política.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU considerou essencial que sejam abandonados grupos para que se trabalhe em conjunto com vista a enfrentar os desafios climáticos. Ban Ki-moon falava, esta quarta-feira, num encontro ministerial na conferência sobre o Clima em Doha, no Qatar.

O evento realizado à margem da COP 18, que termina esta sexta-feira, teve a participação de titulares da pasta do Ambiente.

Desenvolvimento

Falando à Rádio ONU, da capital catarense, a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do território de Portugal, Assunção Cristas, realçou a importância das negociações para o desenvolvimento.

“Estamos num tempo em que é preciso passar dessa consciência coletiva para ação concreta. Isso não é fácil porque há países, motivações diferentes com ritmos diferentes. Há com certeza um direito para o desenvolvimento dos países e eles invocam-no muitas vezes mas o que penso que neste momento é o mais importante é sabermos que é um direito de todos os povos, podemos trabalhar para ele, mas hoje o desenvolvimento pode ser feito de forma sustentável.”

Secas

O Brasil foi citado por Ban Ki-moon juntamente com outros países desenvolvidos e emergentes pela ocorrência de secas que levaram à alta de preços de mercado, com ramificações económicas, políticas e de segurança.

A crise no Sahel, que afeta 18 milhões de africanos, foi usada para ilustrar a ameaça das mudanças climáticas no desenvolvimento, paz e segurança. O fenómeno é consequência da terceira seca na região em 10 anos.

Protocolo

Durante duas semanas, 195 Estados-Partes da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas debatem a nova fase do Protocolo de Quioto, a ser implementada a partir de 2013.

Ban Ki-moon sublinhou que as alterações climáticas vão continuar a ser uma prioridade, por afetarem a vida humana e os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio e relativamente à paz e segurança.