Cerca de 3,5 milhões ameaçados de escassez alimentar na África Austral

30 novembro 2012

PMA lança apelo de US$ 16 milhões para financiar as operações de emergência alimentar no Malaui, Zimbabué e Lesotho; prevê-se que situação piore entre Dezembro e Março.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 3,5 milhões de pessoas serão confrontadas com uma escassez alimentar grave nos próximos quatro meses no Malaui, Zimbabué e Lesotho, alertou o Programa Mundial da Alimentação, PMA.

A agência lançou, esta sexta-feira,  um apelo de US$ 16 milhões para financiar as operações de emergência alimentar nos três países assolados pela combinação de seca e inundações, que causaram danos às culturas.

Ajuda

As regiões do sul do Malaui são as que mais cerecem de assistência alimentar. Prevê-se que o país seja o mais afetado pelo fenómeno, com quase 2 milhões de pessoas a necessitar de auxílio.

Falando a jornalistas, em Genebra, a porta-voz da agência, Elisabeth Byrs,  disse que a escalada dos preços dos alimentos básicos, como o milho, deve agravar a crise.

Preocupação

Segundo defendeu, a escassez inicou no Zimbábue, onde 1,6 milhões de pessoas vão precisar de assistência alimentar durante o período de pico da fome. A representante acrescentou que o número corresponde a uma subida de 60 % em relação aos atendidos no ano passado, que provocou o aumento das preocupações.

A produção de cereais baixou em quase um terço no Zimbábue, o que deixou uma em cada cinco pessoas em situação de escassez alimentar nas áreas rurais.

Época de Fome

De acordo com a agência, a situação deve piorar durante a chamada época de fome, que vai de Dezembro até a temporada da colheita, em Março.

No Lesotho, estima-se que os necessitados de assistência alimentar estejam em torno de 230 mil.

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