Síria pode precisar de missão de consolidação da paz, diz enviado da ONU

29 novembro 2012

Lakhdar Brahimi pede união do Conselho de Segurança para adoção de plano que constituirá a base de um processo político; nesta sexta-feira, enviado deve prestar um informe sobre o país na Assembleia Geral.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O enviado do Secretário-Geral da ONU e da Liga Árabe à Síria, disse que pode haver necessidade do envio de uma missão de consolidação da paz ao país do Médio Oriente.

Lakhdar Brahimi, falava esta quinta-feira, em Nova Iorque, após um encontro à porta fechada no Conselho de Segurança sobre Síria. Nesta sexta-feira, o enviado deve apresentar um informe sobre o país na Assembleia Geral.

Violência

Em declarações a jornalistas, Brahimi disse ter pedido união ao Conselho para a adoção de um plano que constituirá a base de um processo político no país, assolado pela violência durante os últimos 21 meses.

O enviado alertou para o agravamento da situação, tendo referido que as partes não estão prontas para encontrar uma solução interna. Segundo destacou, perante a incapacidade da região em encontrar uma solução pacífica, esta pode ser desencadeada no Conselho de Segurança.

Conflito

Estima-se que pelo menos 20 mil pessoas morreram no conflito sírio, que se seguiu a protestos contra o presidente Bashar al-Assad. A ONU refere que mais 440 mil pessoas foram forçadas a fugir países vizinhos e outros 2,5 milhões carecem de assistência humanitária.

Brahimi afirmou que, como parte de seus esforços para conter a violência, produziu um plano que levaria a um processo político. Entretanto, os elementos “não podem ser integrados até que o Conselho se reúna e esteja pronto para adotar uma resolução.”

Resolução

Lakhdar Brahimi observou ainda que a resolução adotada deve ser baseada num comunicado emitido pelo Grupo de Ação sobre a Síria em Junho passado, em Genebra.

São integrantes do grupo, o Secretário-Geral da ONU e da Liga Árabe, os ministros dos Negócios Estrangeiros China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, representando os membros permanentes do Conselho de Segurança.

Os chefes da diplomacia da Turquia, do Iraque, do Kuwait e do Qatar também fazem parte do coletivo qe inclui o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.

 

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