Aiea preocupada com construção de reator de água na Coreia do Norte

29 novembro 2012

Em Viena, diretor-geral da agência aponta para a continuação do levantamento da obra pelas autoridades de Pyongyang; agência deve discutir programa nuclear iraniano a 13 de Dezembro.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, manifestou preocupação com o programa nuclear da Coreia do Norte. O diretor-geral da agência, Yukiya Amano, apontou para a continuação da construção de um reator de águas leves por Pyongyang.

Num pronunciamento feito esta quinta-feira no conselho diretivo, em Viena, Amano referiu ter sido apurado pela agência que a obra foi “praticamente concluída no exterior dos edifícios principais.”

Projeto

A Aiea diz que não pode determinar as características do projeto do reator nem a data provável para que seja posto em funcionamento. A Agência anunciou que tem monitorizado a instalação de enriquecimento de urânio através de imagens de satélite.

Um apelo foi lançado a Pyongyang para o cumprimento pleno das suas obrigações ao abrigo das resoluções do Conselho de Segurança e para cooperar totalmente com a agência. Desde Abril de 2009, a Aiea não tem sido capaz de implementar salvaguardas no país.

Programa Nuclear Iraniano

No encontro, Amano também abordou o programa nuclear do Irão, para o qual anunciou que prosseguem contactos com vista à busca de um entendimento com as autoridades para resolver questões. Um encontro bilateral está marcado para 13 de Dezembro.

Segundo referiu, imagens de satélite mostram que atividades extensivas que incluem “a remoção e reposição de quantidades de terra na Central de Parchim.” O local está no centro de suspeitas de países de que esteja fabricar material nuclear. O Irão nega as acusações.

Síria

A necessidade de cooperação integral das autoridades da Síria relativamente a questões não resolvidas sobre vários locais, incluindo o complexo de Dair Azir foi também referido por Amano. As instalações foram destruídas num bombardeamento por Israel em 2007.

Agências de notícias referem-se a suspeitas internacionais de que o local teria sido projetado para produzir plutónio para armas atómicas antes da destruição. A Síria defende a instalação não era para fins militares enquanto a Aiea apontou ter havido material que “deveria ter sido declarado à agência.”

 

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