Apelo de US$ 2,8 milhões para apoiar regresso de burundeses na Tanzânia

27 novembro 2012

Organização Internacional para Migrações quer garantir retorno voluntário e a reintegração de 37 mil antigos refugiados da violência intercomunitária no país, em 1972 e 1993.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, lançou um apelo de US$ 2,8 milhões para apoiar o regresso voluntário e a reintegração de 37 mil antigos refugiados do Burundi que vivem na Tanzânia.

O grupo está viver em dois acampamentos do oeste do país desde a fuga do Burundi, durante a violência intercomunitária ocorrida em 1972 e 1993. Estima-se que cerca de meio milhão de pessoas morreram devido aos confrontos.

Proteção

De acordo com a OIM, o país de acolhimento decidiu encerrar o acampamento de Mtabila, no fim deste ano, após uma avaliação feita pelo Alto Comissário da ONU para Refugiados, Acnur.

O estudo mostrou apenas 2,7 mil moradores dos acampamentos teriam a necessidade de proteção internacional, tendo concluído que os 37 mil restantes poderiam voltar em segurança para o Burundi.

Despesas

Em parceria com o Acnur, o governo da Tanzânia, pretende usar US$ 1,1 milhão para assumir as despesas de transporte dos antigos refugiados e os seus pertences no regresso ao Burundi.

Parte do fundo será aplicado no apoio às autoridades de imigração da Tanzânia.

 

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