Ban saúda apelo de líderes africanos para cessar fogo na RD Congo

26 novembro 2012

Pedido foi feito na Cimeira da Conferência Internacional da Região dos Grandes  Lagos, no fim de semana; Ban incentiva às partes em conflito a consolidar o diálogo com os líderes regionais para abordar as suas causas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas saudou o comunicado conjunto de líderes africanos, exigindo o cessar-fogo imediato ao movimento rebelde M23 no leste da República Democrática do Congo, RD Congo.

Ban Ki-moon  aplaudiu, igualmente, o desfecho da Cimeira da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, que juntou vários chefes de Estado do continente, este fim de semana, na capital ugandesa Campala.

Exigências

O evento, que teve a participação dos presidentes da RD Congo, Joseph Kabila, do Ruanda, Paul Kagame, e do Uganda, Yoweri Museveni, defende que a proposta seja implementada a partir da meia-noite desta terça-feira.

Agências noticiosas referem que entre as exigências consta a retirada do M23 das posições atuais para pelo menos 20 km da cidade de Goma, a capital do Kivu Norte. A cidade foi ocupada na última terça-feira, após uma nova onda de ataques do grupo rebelde.

Força Conjunta

Foi igualmente avançada a proposta de envio de uma força conjunta regional neutra, que também incluiria soldados do governo e os rebeldes no aeroporto de Goma, além do rearmamento da polícia e da retomada das suas funções.

O comunicado, divulgado pelo porta-voz de Ban Ki-moon, apela ao M23 que cesse a violência e as ameaças de deposição do Governo da RD Congo. Ban incentiva às partes a consolidar o diálogo com os líderes regionais, com vista a tratar das principais causas de conflito.

Abusos

Estima-se que 60 mil pessoas tenham sido afetadas pelo avanço do M23. Os rebeldes dizem ter atingido a cidade de Sake, situada 20 km a oeste de Goma.

A ONU cita relatos de abusos de direitos humanos, cometidos tanto pelo grupo rebelde formado por dissidentes das Forças Armadas como pelo exército do país durante os confrontos.

 

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