Conselho de Segurança exige retirada imediata do M23 de Goma

21 novembro 2012

Órgão convocou uma reunião à porta fechada, nesta quarta-feira, para debater a situação; resolução manifesta preocupação com  relatos de apoio externo ao grupo que atua no leste da República Democrática do Congo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Conselho de Segurança condenou veementemente a onda de ataques protagonizada pelo grupo armado M23, que culminou com a invasão da cidade de Goma no leste da República Democrática do Congo, RD Congo.

Em resolução aprovada por unanimidade, esta terça-feira, o órgão exige a retirada imediata do movimento rebelde formado por dissidentes do exército, da capital da província do Kivu Norte. O encontro foi seguido por uma reunião à porta fechada para debater a situação, nesta quarta-feira.

Reforço

No documento, o órgão manifesta preocupação com  relatos de apoio externo ao grupo, que teria sido traduzido no “reforço de forças, conselhos táticos e fornecimento de equipamentos.”

Para os 15 países-membros, a ação teria “causando um aumento significativo das capacidades militares do M23”, tendo sido exigida a cessação imediata.  Em relação às alegações, o Conselho pediu ao Secretário-Geral que dê um informe nos próximos dias, em coordenação com a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos e a União Africana.

Sanções

Foi igualmente expressa sua intenção de considerar sanções direccionadas contra a “liderança do M23, os seus apoiantes e aos que violem as sanções e o embargo de armas” impostos ao país dos Grandes Lagos.

O Conselho solicitou ainda a Ban Ki-moon que preste um informe sobre opções que incluem uma possível redistribuição do contingente da Missão da ONU na RD Congo, Monusco, ou a mobilização de uma força adicional.

Armas

A medida visa aumentar a capacidade de monitorização e a presença das  tropas de paz para “melhorar a capacidade do cumprimento do mandato de proteger os civis e informar sobre o fluxo de armas.”

Composta por 19 mil homens, a Monusco foi mandatada a consolidar a estabilidade e as eleições no país dos Grandes Lagos, que é marcado por guerras civis e a atuação de movimentos rebeldes.

 

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