No Iémen, 80 mil deslocados internos regressam à casa

16 novembro 2012

Acnur apoia civis na primeira queda de deslocados observada desde Maio do ano passado; mais famílias decidem-se pelo retorno às suas casas após ações de desminagem levadas a cabo pelo governo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. *

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, anunciou o apoio ao regresso de mais de 80 mil deslocados internos no Iémen.

Segundo a agência, trata-se da primeira queda significativa no total de deslocados, no sul do país, verificada desde o início de confrontos entre tropas do governo e milícias em Maio do ano passado.

Desminagem

A agência da ONU ressalta que de princípio, o retorno era lento devido à presença de minas terrestres e munições não explodidas, assimcomodanos extensos à infraestrutura. Entretanto, após projetos de desminagem do governo, mais famílias “decidem-se por voltar às suas casas.”

A maioria dos deslocados saiu deAden, de onde 23 mil pessoas que estavam a viver em escolas ou outros edifícios públicos voltaram a Abyan. Professores retomaram as aulas, apesar de as escolas carecerem de reparos.

Transição Política

Na operação, o governo cobre os custos com o transporte, cerca de US$ 70 por família, para os que retornam a Abyan. A ONU distribui kits para 32 mil pessoas, incluindo colchões, cobertores, itens de cozinha e lençóis plásticos.

Entretanto, no norte do Iémen, mais de 300 mil pessoas continuam deslocadas devido aos conflitos entre governo e o grupo insurgente al Houthis, iniciados em 2004.

O Iémen passa por uma transição democrática, sob a liderança do presidente Abdrabuh Mansour Hadi Mansour, eleito em Fevereiro. Segundo as Nações Unidas, o processo para a elaboração da constituição do país deve ser concluído até finais de 2013, estando as eleições gerais planeadas para o ano seguinte.

 

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