Alta Comissária pede que Juba recue na decisão de expulsar funcionário

Alta Comissária pede que Juba recue na decisão de expulsar funcionário

Navi Pillay considera acusação de desinformar a comunidade internacional “totalmente insatisfatória e inaceitável”; ONU diz que autoridades não provaram nenhuma falha grave.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária para os Direitos Humanos exortou, nesta sexta-feira, o Sudão do Sul a recuar da decisão de expulsão de um membro da Missão da ONU no país, Unmiss.

O funcionário, cuja identidade não foi revelada, estava afeto à área dos Direitos Humanos. Ele foi informado que devia  deixar o Sudão do Sul em 48 horas.

Acusação

Para Pillay, a acusação de este ter desinformado a comunidade internacional sobre os direitos humanos é "totalmente insatisfatória e inaceitável”, e defende que contraria os acordos internacionais.

Navi Pillay considera que, após duas semanas de expulsão, as autoridades não revelaram qualquer prova satisfatória de falta grave cometida pelo indivíduo em questão.

Ameaça

A Alta Comissária defende que “qualquer tentativa de minar parte do mandato de uma missão é uma ameaça direta à integridade e  independência das Nações Unidas.”

Na nota, as autoridades de Juba foram convidadas a tomar medidas urgentes para garantir o “tratamento do pessoal da organização, a aplicação de leis e os padrões internacionais.”