Hepatite E alastra mas esgotam fundos para o Sudão do Sul, diz Acnur

9 novembro 2012

Agência diz precisar de um mínimo de US$ 20 para manter atividades básicas vitais;  26 pessoas morreram e mais de mil casos da doença foram registados em acampamentos de refugiados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, alertou esta sexta-feira para a necessidade de “conter o surto de hepatite E que ameaça a crescente população de refugiados” no Sudão do Sul.

Em nota, emitida em Genebra, a agência indica que a doença é endémica no estados do Alto Nilo e de Unidade, que albergam 175 mil refugiados sudaneses.

Riscos

O Acnur diz ter esgotado o financiamento para as operações de refugiados no país, tendo alertado para os riscos de novas entradas dos estados do Kordofan Sul e do Nilo. Os deslocamentos ocorrem devido a questões humanitárias e de insegurança.

Até ao fim do ano, a agência diz precisar de um mínimo de US$ 20 para manter atividades básicas vitais. Apenas 40% do apelo de  US$ 186 milhões foi recebido até ao momento.

Estradas

Espera-se um aumento do fluxo de chegadas nas próximas semanas e que as estradas sejam fechadas devido ao período chuvoso.

O número de casos de hepatite E nos acampamentos de refugiados situam-se em 1,050, com o registo de 26 mortos. Ocorreram mais 10 casos fatais desde a eclosão da doença em meados de Setembro.

Contaminação

Suspeita-se que a doença, que danifica o fígado e pode ser fatal, tenha alastrado através do consumo de alimentos e de água contaminada.

De acordo com o Acnur, técnicos do Centro norte-americado de Controlo de Doenças fizeram o  teste na água, em amostras de sangue e conduziram entrevistas domiciliárias sobre práticas de higiene.

 

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