Haiti registra mais casos de cólera após passagem do furacão
BR

2 novembro 2012

Organização Internacional para Migrações informou que três pessoas morreram da doença depois de o Sandy ter atravessado a ilha; agências da ONU e soldados de paz foram mobilizados para ajudar a conter as contaminações.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Várias agências das Nações Unidas estão aumentando os esforços de combate ao cólera no Haiti após novos casos da infecção devido à passagem do furacão Sandy pela ilha.

Tabletes purificadores de água estão sendo distribuídos à população. Nesta sexta-feira, a Organização Internacional para Migrações, OIM, confirmou três mortes. Os óbitos foram registrados na cidade de Gonaives.

Ao todo, já foram confirmados 277 casos suspeitos da doença. A maioria ocorre na capital haitiana, Porto Príncipe.

Prontidão

Em entrevista à Rádio ONU, de Porto Príncipe, o comandante da Missão das Nações Unidas no Haiti, Minustah, Fernando Goulart, reafirmou a prontidão das forças.

“Como componente militar, temos meios de  transporte orgânicos e mão-de-obra, os seus soldados que, além da questão de segurança, estão aqui para apoiar o povo do Haiti de acordo com o mandato da Minustah de uma forma ampla. Esses meios e esse pessoal foi empenhado no apoio ao combate à doença através da distribuição de meios. O componente militar está sempre pronto nesses momentos. Temos caminhões e helicópteros que permitem o rápido deslocamento tanto do pessoal da Minustah como o médico para verificar algum local onde possa haver algum surto”, referiu.

De acordo com o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, o furacão Sandy matou pelo menos 60 pessoas no Haiti, e 1,8 milhão foram afetadas.

Sessões

A OIM está distribuindo kits de prevenção ao cólera para 6 mil famílias com embalagens de cloro, purificadores de água e sais de reidratação oral. Em 25 acampamentos estão sendo feitas sessões de prevenção à doença.

As agências das Nações Unidas indicam que, apesar do recuo das águas, mais de 18 mil casas foram destruídas e a insegurança alimentar preocupa, com mais de 2 milhões em risco de desnutrição.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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