Líderes africanos e académicos debatem desenvolvimento de África

29 outubro 2012

Participantes da conferência no Ruanda, a partir da terça-feira, vão examinar o crescimento em África face a descobertas de recursos minerais, incluindo a crescente exploração de hidrocarbonetos.

Manuel Matola da Rádio ONU em Maputo.

Centenas de líderes e académicos de Africa e do mundo vão debater, na capital ruandesa, Kigali, as perspetivas de crescimento sustentável e inclusivo no continente africano, no contexto da crise económica internacional.

A 7 ª Conferência Económica Africana, que vai decorrer de 30 de outubro a 02 de novembro, é coorganizada pelo Banco Africano de Desenvolvimento, a Comissão Económica para África e o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud.

Descobertas 

No evento, a ser realizado sob o lema “Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável na Era de Incerteza Económica”, os participantes vão examinar o crescimento em África face às descobertas de recursos minerais em vários países do continente.

Na última década, África registou um forte crescimento e tem resistido à crise económica mundial. No próximo ano, a economia do continente recuperar, prevendo-se um crescimento médio de 4,8%.

A administradora do Pnud, Helen Clark, disse que os “vastos recursos naturais de África podem criar oportunidades para acelerar o desenvolvimento humano”.

Serviços de Qualidade

Ela considerou que a riqueza do continente pode fornecer a base para o desenvolvimento de infraestrutura, diversificar a economia, criar novos empregos, e os recursos internos podem servir para financiar serviços de qualidade e de proteção social.

Segundo o Pnud, o desafio atual é traduzir o crescimento em redução da pobreza eficaz e desenvolvimento humano sustentável e inclusivo, através da criação de emprego, de serviços sociais de qualidade e de criação de oportunidades para as camadas mais desfavorecidas.

Por seu turno, o secretário-executivo da Comissão Económica para África, Carlos Lopes, defendeu a criação de emprego para os jovens, não só por ser fundamental para a coesão social e estabilidade, mas por criar um ciclo virtuoso da produtividade, inovação e crescimento económico do continente africano.

 

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