OMS apela agências humanitárias a reforçar desparasitação no Sahel

25 outubro 2012

Cerca de 18 milhões de pessoas na região não têm o suficiente para comer; crise alimentar e nutricional tem sido agravada pelo conflito no norte do Mali e pelas recentes inundações que afetaram 3 milhões de pessoas.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

A Organização Mundial de Saúde, OMS, apelou aos parceiros de desenvolvimento para reforçarem a desparasitação nos países do Sahel afetados por crise alimentar.

O diretor regional da OMS para África, Luís Sambo, disse que as cheias que se registam em algumas regiões da África Ocidental podem criar condições propícias para a eclosão de Doenças Tropicais Negligenciadas.

Risco 

Luís Sambo considerou urgente a intervenção das agências humanitárias para acudirem a situação e alertou para o risco de crianças e adultos contraírem doenças por contaminação da água.

Pelo menos 100 pessoas morreram vítimas de cólera no Níger, onde se registaram cerca de 5 mil casos da doença desde janeiro. No vizinho Mali, foram assinalados 19 mortes em 219 casos da enfermidade no mesmo período.

Inundações

Segundo a OMS, A epidemia está a espalhar-se rapidamente para a Guiné, Libéria e Serra Leoa, bem como ao longo do rio Congo, atingindo populações do Congo Brazzaville e da República Democrática do Congo.

Cerca de 18 milhões de pessoas que vivem no Sahel não têm o suficiente para comer.

Agências da ONU dizem que a crise de alimentar e nutricional tem sido agravada pelo conflito no norte do Mali e pelas recentes inundações que afetaram cerca de 3 milhões de pessoas.

Mais de um milhão de crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição grave no Sahel, segundo estimativas da OMS.

 

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