Agências humanitárias apelam para resposta global à crise no Sahel

23 outubro 2012

Mais de 18 milhões de pessoas na região não têm o suficiente para comer; crise tem sido agravada pelo conflito no norte do Mali e pelas recentes inundações que afetaram 3 milhões de pessoas.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, e a Organização da Conferência Islâmica apelaram para uma resposta integral à crise alimentar e nutricional na região de Sahel.

Uma delegação conjunta de alto nível, que envolveu a agência humanitária da ONU, terminou no domingo uma visita a Burkina-Fasso, denunciando a grave situação que se vive na África Ocidental.

Ciclo Vicioso

O coordenador humanitário em Burkina-Fasso, Pascal Karorero, disse que não se deve “subestimar a gravidade da crise na região do Sahel”, até porque “nenhum país ou organização pode parar individualmente o ciclo vicioso da fome que custa centenas de milhares de vidas, mesmo em períodos em que não há crise aguda”.

Segundo a Ocha, mais de 18 milhões de pessoas que vivem no Sahel não têm o suficiente para comer. A crise de alimentar e nutricional tem sido agravada pelo conflito no norte do Mali e pelas recentes inundações que afetaram cerca de 3 milhões de pessoas.

Combates 

Aproximadamente, 320 mil malianos fugiram dos combates no país, refugiando-se nos vizinhos Níger e Burkina-Fasso.

O coordenador da Ocha em Burkina-Fasso considerou necessário encontrar-se um novo paradigma para reforçar a capacidade das famílias vulneráveis a lidarem com frequentes crises humanitárias.

Para Karorero esta é a única maneira de fazer uma mudança sustentável na vida de milhões de pessoas no Sahel.

 

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