Ocha defende informação sobre cheias às comunidades afetadas em África

22 outubro 2012

Chefe da agência da ONU está no Benin, a convite do Presidente da República, para visita a vítimas das cheias; mais de 3 milhões de pessoas foram afetadas por inundações na África Ocidental e Central.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

Ocha, chamou atenção da comunidade internacional para a forma como lida com as crises humanitárias e apoia os governos a aumentarem a capacidade de resistência das comunidades e famílias que enfrentam cheias.

Durante uma visita a Cotonou, a maior cidade do Benin, a responsável pela agência da ONU, Valerie Amos, disse que “os parceiros humanitários e de desenvolvimento devem apoiar os esforços das autoridades locais para informarem melhor às pessoas”. Ela considerou que as vítimas das cheias devem ser capazes de lidar com as consequências das alterações climáticas.

Consequências

Mais de 2 mil pessoas foram deslocadas por inundações em setembro no Vale de Ouémé, onde a chefe da Ocha esteve sexta-feira em visita oficial a convite do Presidente do Benin, Boni Yayi.

Em comunicado de imprensa, Valerie Amos disse que não se pode impedir as inundações, mas pode-se ter a certeza de que as pessoas estão informadas sobre as consequências das cheias.

Segundo a Ocha, em 2010, mais de 1,7 milhão de pessoas foram afetadas por inundações na África Ocidental, 700 mil das quais em Benin.

Este ano, cerca de 3 milhões foram afetadas pelas inundações na África Ocidental e Central, incluindo 500 mil no Níger e 1,4 milhão na Nigéria.

Dezenas de pessoas são dadas como mortas nos dois países. Além disso, o aumento do rio Níger também afetou mais de 55 mil no norte do Benin.

 

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