Deputado diz que mortes no trânsito são problema de saúde pública
BR

19 outubro 2012

Em entrevista à Rádio ONU, Hugo Leal afirmou que acidentes nas estradas são uma das principais causas de morte ao lado de doenças crônicas; mais de 44 mil pessoas perdem a vida nesses desastres, todos os anos, no Brasil.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As mortes nas estradas devem ser encaradas como uma questão de saúde pública, com investimentos para prevenção e tratamento. A afirmação é do deputado Hugo Leal (PSC-RJ). Os acidentes matam mais de 44 mil pessoas, por ano, no Brasil.

Em visita à ONU, na semana passada, o deputado reforçou o apoio à Década de Ações para Segurança do Trânsito, das Nações Unidas, que vai até 2020.

Traumas

Hugo Leal contou à Rádio ONU que é autor da Lei Seca, uma iniciativa que pretende diminuir o número de acidentes causados pela combinação letal de álcool com direção.

“O dado é tão grave. É muito mais que doenças e epidemias. Hoje, morrem muito mais pessoas no trânsito. Tornou-se uma epidemia do que as doenças que já são conhecidas. Abaixo das doenças cardiológicas e respiratórias, vêm os traumas de trânsito. Então, é uma questão que tem que ser olhada do ponto de vista da medicina, do trauma e dos sistema de previdência.”

Dados oficiais sugerem que a maioria das vítimas fatais dos acidentes de trânsito têm entre 15 e 39 anos. Um caso que afeta a população economicamente ativa.

Na última semana de setembro, o governo Dilma Rousseff lançou uma iniciativa de combate às mortes no trânsito com uma campanha contra o fim do excesso de velocidade que é encabeçada pelo campeão de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi.

 

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