Ataque fere seis boinas-azuis e um intérprete da ONU na RD Congo
BR

17 outubro 2012

Grupo que retornava de uma patrulha com outros 12 soldados de paz foi vítima de uma emboscada, na madrugada desta quarta-feira, na província de Kivu Norte.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.   

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco, classificou de “covarde” um ataque a boinas-azuis no país.

Em nota, a Monusco informou que o atentado feriu seis militares e um intérprete que voltavam de uma patrulha com mais 12 soldados de paz perto de Buganza, na província de Kivu Norte.

Fogo Cruzado

Os boinas-azuis foram vítimas de uma emboscada na madrugada desta quarta-feira. A maioria é do Batalhão da Índia. Eles haviam saído para uma operação onde encontraram os corpos de quatro civis.

O chefe da Missão da ONU no país africano, Roger Meece, disse que o ataque é “inadmissível”. Segundo ele, o atentado foi deliberado e premeditado.

Ele disse que a Monusco vai trabalhar com as autoridades congolesas para levar os responsáveis à justiça.

Em julho, um boina-azul da Índia foi assassinado na mesma província, após ser vítima de um fogo cruzado entre tropas do governo e rebeldes do grupo M23.  O grupo é formado por soldados desertores e tem sido acusado de vários ataques na província.

Ainda nesta quarta-feira, o Secretário-Geral condenou um outro atentado a tropas de paz, em Darfur, no Sudão.

Em nota, Ban pediu uma investigação completa do crime. Segundo as Nações Unidas, homens armados atiraram contra uma patrulha, matando um soldado da África do Sul e ferindo mais três pessoas.

Desde 2008, 43 boinas-azuis foram mortos em atos de violência emDarfur.

 

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