RD Congo entra na campanha da ONU de luta contra a Sida em crianças

17 outubro 2012

Anúncio foi feito pela primeira-dama deste país que tem como objectivos até 2017 reduzir em 90% o número de menores infectados e baixar em 50% as mortes de mães e filhos por causa do HIV.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

O representante da Organização Mundial da Saúde, OMS, na República Democrática do Congo, Leodegal Bazira, testemunhou o lançamento da iniciativa da ONU “Retroceder a Malária e eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho” neste país africano.

O representante da OMS no país reafirmou na ocasião que as organizações internacionais continuam empenhadas no apoio à RD Congo nos seus esforços para eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho até 2015 e fazer que as mães sobrevivam.

Responsabilidade

Coube à primeira-dama da RD Congo, Marie Olive Lembé Kabila, o lançamento da iniciativa, feito à margem da 14ª Cimeira da Francofonia, esta terça-feira, tendo destacado a importância de aumentar os recursos nacionais para o programa de resposta ao HIV.

Numa declaração que faz eco do conceito da Onusida de que deve haver responsabilidade partilhada, Marie Olive Lembé Kabila disse que “antes de confiar nos outros, temos primeiro de confiar em nós próprios”.

O plano de erradicação de novas infecções pretende alcançar até 2017 a redução em 90% do número de crianças infectadas até aos 15 anos e diminuir em 50% as mortes de mães e filhos por causa da Sida.

Ambição

O plano prevê ainda a distribuição de medicamentos antiretrovirais a 87 mil mulheres seropositivas e a mais de 87 mil crianças que nasceram como HIV.

Trata-se de um plano ambicioso uma vez que, de acordo com o ministro da saúde da RD Congo, 89% das maternidades do país não oferecem prevenção à transmissão do HIV de mãe para filho.

 

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