Instabilidade financeira mundial ameaça crescimento em África

15 outubro 2012

Os ministros africanos das finanças estão preocupados com as consequências da crise financeira mundial no desempenho das suas economias.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

A preocupação com o clima económico global de incerteza foi um dos assuntos que os ministros das finanças africanos abordaram no encontro anual do Fundo Monetário Internacional, FMI, e do Banco Mundial, que decorreu em Tóquio, no Japão.

O ministro ruandês, John Rwanombwa, disse que o seu país eliminou obstáculos ao investimento privado mas que «os desafios da economia global impedem que se alcancem os benefícios que devíamos estar a conseguir por ter criado um ambiente favorável no país».

Corte no investimento

Já na Guiné-Conacri, metade da população vive abaixo do limiar da pobreza. O ministro das finanças deste país, Kerfalla Yansane, disse que não está a ver chegar «investimento substancial que possa ajudar a cumprir com as expectativas da população». Acredita que isso acontece «em certa medida, por causa do clima económico internacional».

Por seu lado, a ministra das finanças da Namíbia, Saara Kuugongelwa-Amadhila, declarou que «as incertezas vão afectar a actividade económica e as previsões numa economia pequena e aberta como é a Namíbia. Por causa disso, o país está a prepara-se para lidar da melhor forma com a instabilidade financeira, dentro e fora».

Solução interna

Os ministros concordam que o crescimento do comércio interno em África pode aumentar a riqueza e o emprego mas isso depende de melhorias nas infra-estruturas do continente.

Os governantes africanos realçaram que a taxa de subida da economia do continente é de 5% por ano. Valor que destacam ser digno de confiança numa altura em que a economia global atravessa dificuldades.

 

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