Ban Ki-moon fala do impacto da crise na fronteira sírio-turca

8 outubro 2012

Na abertura do Fórum Mundial para a Democracia, em Estrasburgo, Secretário-Geral realçou que a “militarização só agrava a situação” e aumenta a miséria dos sírios.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O escalar do conflito ao longo da fronteira turco-síria e o impacto da crise no Líbano foram considerados “extremamente perigosos” pelo Secretário-Geral da ONU.

Ban Ki-moon, falava esta segunda-feira na cidade francesa de Estrasburgo na abertura do Fórum Mundial para a Democracia. Conforme referiu, a instabilidade na Síria ameaça as nações vizinhas e de toda a região.

Transições

Para Ban, a militarização só agrava a situação e aumenta o sofrimento do povo sírio. Um convite foi lançado às partes em conflito para que abandonem o uso da violência e avancem para uma solução política, a qual considerou a “única saída para a crise.”

Para o chefe da ONU, a Síria mostra como as transições atuais inspiraram muita esperança e mudança mas também trouxeram incerteza e medo.

Violência

No pronunciamento, feito no encontro promovido pelo Conselho Europeu, Ban apelou ao governo e os grupos de oposição que renunciar à violência e abraçar o diálogo para o bem da população síria.

O Secretário-Geral considerou a crise síria “uma calamidade regional com ramificações globais”, tendo pedido o fim do fornecimento de armas às forças do governo e da oposição.

Governação

Relativamente à democracia, no sentido mais amplo, Ban sublinhou que a governação só pode evoluir através de um diálogo inclusivo e de um maior engajamento.

Para o Secretário-Geral democracia vai além de se “dar a voz” aos povos e remete ao desenvolvimento. Ban refere que o ideal democrático sugere que modelos no Sudão do Sul têm a mesma possibilidade de sobreviver como os modelos na Suécia.

O pronunciamento defende aos  governos que não conseguem fazer valer os padrões do direito internacional, a comunidade internacional deve recordá-los das suas obrigações.

Democracias

Para Ban é preciso “ouvir as democracias novas e emergentes -, mas também prestar atenção às democracias estabelecidas,” nas quais cidadãos podem sentir-se excluídos.

Para o Secretário-Geral, uma das grandes vantagens da democracia é a sua capacidade de adaptação a novas realidades.

 

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