Brasil defende estratégia integrada para consolidação da Minustah
BR

3 outubro 2012

Em reunião no Conselho de Segurança sobre o Haiti, embaixadora diz que todo o sistema ONU deve apoiar o fortalecimento do Estado; brasileiros estão retirando um de seus batalhões da ilha caribenha.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 O Conselho de Segurança discutiu nesta quarta-feira um plano sobre a consolidação da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Minustah.

Segundo o representante especial da ONU para o país, Mariano Fernández, entre as medidas está a redução das tropas militares e da representação civil da Missão.

Responsabilidades

A embaixadora do Brasil na ONU também falou durante o encontro. Maria Luiza Ribeiro Viotti defendeu que a Polícia Nacional do Haiti deve assumir mais responsabilidades a partir da diminuição da presença militar da Minustah.

Falando em inglês, Viotti disse que o Brasil deverá retirar da ilha caribenha um dos dois batalhões extras que foram enviados após o terremoto de 2010. A embaixadora informou que o processo está sendo coordenado com o Departamento de Operações de Paz da ONU.

Prioridades

Ela disse ainda que a decisão expressa a confiança do Brasil no fortalecimento da polícia haitiana. A Minustah é comandada pelo general brasileiro Fernando Goulart.

Segundo a embaixadora, uma presença menor da missão na ilha deve estar entre as prioridades do governo. Ribeiro Viotti pediu o apoio de todo o sistema ONU, em prol do desenvolvimento socioeconomico.

O Conselho de Segurança avaliou também o último relatório do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, sobre o Haiti. No documento, Ban destaca que o processo político no país continua vulnerável. Ele pede ainda ao governo que redobre os esforços para combater o desemprego e a pobreza.

 

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