Brasil, Índia e África têm que entrar no Conselho de Segurança, diz Portugal
BR

2 outubro 2012

Em discurso na Assembleia Geral, embaixador português disse que órgão tem que repercutir as mudanças geopolíticas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Portugal voltou a defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, três meses antes de encerrar seu mandato rotativo no órgão.

A declaração foi feita pelo embaixador português junto à ONU, José Filipe Moraes Cabral, durante o discurso nos debates da Assembleia Geral.  E Portugal já tem em mente países e regiões que devem ter um assento permanente: África, Brasil e Índia.

Papel Crescente

“Para nós, como para muitos, é cada vez mais difícil constatar que o papel crescente mais crescente na cena internacional do Brasil e da Índia não tenha ainda sendo reconhecido com lugares permanentes no Conselho de Segurança, ou que a África continue a ser o único continente sem um lugar permanente no Conselho”, frisou.

Portugal se despede de um assento rotativo no Conselho em dezembro. Segundo o embaixador, o país tem desempenhado seu papel com  “rigor e transparência”.

“Tivemos e continuamos a ter um papel ativo para ultrapassar as crises com que nos defrontamos como aconteceu com a Costa do Marfim, a Líbia e o Iêmen ou ainda acontece relativamente à Síria, à Guiné-Bissau ou ao Mali”, referiu.

Em seu discurso, José Filipe Moraes Cabral também citou a importância da cooperação internacional e comentou o papel de uma das prioridades do Governo de Lisboa: a Comunidade dos Países de Língua Portguesa, Cplp.

 

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