Novo chefe da Cplp quer maior visibilidade do bloco

1 outubro 2012

Secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa defende, em entrevista exclusiva à Rádio ONU, que organização deve aproximar dos seus cidadãos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O novo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, Murade Murargy, defendeu uma maior visibilidade das ações do bloco.

Numa entrevista à Radio ONU, em Nova Iorque, à margem dos debates da Assembleia Geral, o representante referiu que a medida visa cobrir o que chamou “baixo nível de conhecimento entre países-membros.”

Défice

“A língua vai desenvolver um conhecimento mútuo de que penso haver um grande défice. A vertente cultural tem que jogar um grande papel. Um dos desafios que tenho para a organização é a visibilidade. Para que as pessoas saibam o que existe e o que se faz. No mandato anterior foi feito um grande trabalho que vai levar tempo. Quando falamos em dar visibilidade seria fazer descer do seu pedestal, porque ainda está lá em cima. Hoje, são os ministros, presidentes e se a gente desce um pouco mais não sabe o que é a Cplp.”

Murargy assumiu formalmente as funções a 18 de Setembro, após ter servido como embaixador de Moçambique no Brasil. O diplomata de carreira, com formação em Direito, reconhece a relevância de investir na sistematização da cooperação cultural.

Investir

“Um exemplo é Timor, que esteve um período longo de dominação Indonésia. A geração que falava português está velhinha. Então, temos de investir no ensino dos jovens que mal dominam a língua portuguesa. A Comunidade de Língua Portuguesa tem que fazer um grande esforço para resgatar esses jovens. Mandar professores do Brasil, de Portugal e de todos os membros para que o português não se perca. Temos Goa, Damão e Diu, que eram colónias portuguesas que hoje se perderam. É um enorme património, podíamos ter feito programas mais ousados para resgatá-los e trazer para a comunidade.”

Durante os dois anos de mandato, Murargy refere que deve consolidar a imagem “de respeito que a Cplp granjeia a nível internacional”, a qual,  segundo defende “cria apetites em países como a Namíbia e a Guiné-Equatorial.”

 

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