São Tomé e Príncipe revela apostas para relançamento económico

28 setembro 2012

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, primeiro-ministro fala de investir na criação de postos de trabalho; investimentos privados do Brasil são alvos do executivo de Patrice Trovoada.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, revelou que a prioridade do país é investir em mais empregos, no âmbito do relançamento económico.

Este mês, o Fundo Monetário Internacional, FMI, recomendou um controle rígido sobre os gastos não prioritários para compensar o fraco desempenho das receitas fiscais, devido ao enfraquecimento da atividade da economia.

Recursos

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, o chefe do governo são-tomense falou da necessidade de recursos diante da recomendação da observação das normas.

“Há regras que não podemos mudar. A primeira regra é evitar o endividamento e os deficits e é tentar viver com aquilo que se tem. Isso tudo é um processo: a disciplina fiscal em São Tomé e Príncipe tem corrido bem, as contas públicas estão razoáveis - para um país pobre e sem recursos. Mas, precisamos mais de recursos, mais desenvolvimento . Nós melhoramos muito o clima de negócios mas ainda não é suficiente, sobretudo num momento em que a economia está em depreciação, mas ainda não é suficiente para relançarmos e criarmos mais empregos.”

Riscos

O FMI prevê um crescimento económico de 4,5% para este ano em São Tomé e Príncipe. Entretanto, o órgão apontou para um aumento dos riscos devido “às contínuas dificuldades de obtenção de financiamento.”

Trovoada abordou a necessidade de mais negócios, tendo realçado ações em prol da melhoria do clima de investimento

Estabilidade

“Do ponto de vista da estabilidade as coisas estão boas. Nós temos países que têm grande presença em São Tomé e Príncipe como o Brasil. Estamos a procurar investimentos privados do Brasil em São Tomé e Príncipe. Um dos aspetos-chaves para nós é o posicionamento do nosso país no Golfo da Guiné, que permite ter uma vantagem competitiva em termos de logística, porque o Brasil precisa de exportar.”

Na sua mais recente avaliação ao país, o FMI indicou o aumento da inflação para 11% em Agosto, após uma queda para 8 %, em Abril, considerado o nível mais baixo em uma década.

O fenómeno deveu-se às fortes chuvas que interromperam o fornecimento de produtos perecíveis.

 

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