Receios de agravamento de surto de icterícia que afeta somalis em Dadaab

28 setembro 2012

Doença fez centenas de vítimas no complexo de refugiados que acolhe mais de 400 mil desabrigados da Somália; Em Nova Iorque, Pnud lança primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano sobre o país em mais de 10 anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Agências humanitárias anunciaram medidas para deter um surto de icterícia aguda que já fez quatro mortos e 223 doentes no complexo de refugiados de  Dadaab, que acolhe refugiados da Somália.

Numa conferência de imprensa, em Genebra, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, refere que os quatro casos fatais ocorreram em mulheres logo após terem dado à luz.

Relatório

O anúncio surge no dia em que o Programa da ONU para o Desenvolvimento lança, em Nova Iorque, o Relatório de Desenvolvimento Humano na Somália.

O evento, a decorrer à margem da Assembleia Geral, marca a primeira atualização em mais de uma década. O país do corno de África esteve mais de 20 anos sem governo funcional.

Receios

Pelo fato do período de incubação da icterícia ser de um mês, há receios de que o número de casos continue a aumentar.

O Acnur anunciou ações de saúde pública com destaque para a melhoria das condições sanitárias e promoção de boas práticas de higiene. De acordo com a agência, o primeiro caso da doença foi detetado há seis semanas no acampamento de Ifo.

A maioria dos casos da foi registada em locais com um número insuficiente de latrinas e fracos hábitos de higiene entre os recém-chegados. Situado no Quénia, o maior assentamento de refugiados no mundo alberga cerca de 473 mil habitantes, distribuídos em cinco acampamentos.

 

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