Secretário-Geral diz que não existe solução militar para a RD Congo

27 setembro 2012

Ban fala que “opções concretas” devem ser consideradas; leste do país é considerado o “lugar mais perigoso para ser mulher”.

Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Secretário-Geral da ONU afirmou nesta quinta-feira, que “não há solução militar para a crise na República Democrática do Congo”, RD Congo.

Ban Ki-moon acrescentou que tanto a soberania como a integridade territorial do país são “invioláveis” e que devem ser “respeitadas por todas as nações vizinhas.”

Integração

  Ban Ki-moon disse que “opções concretas” devem ser consideradas no lugar de ações militares, e ressaltou que a resolução deve ser “pacífica, baseada no diálogo reforçado, integração aprofundada, e construção da confiança regional.”

Desde Abril, quase 300 mil pessoas fugiram da região, após o início do que o Secretário-Geral chamou de “campanha do terror”, por parte do grupo armado“M23”, ao qual é atribuída a responsabilidade por vários abusos.

Justiça

Ban defendeu que “os que violaram os direitos humanos devem ser levados à justiça, tendo referido que a insegurança também aumentou em outras áreas do Kivu, com o “aproveitamento da situação instável por outros grupos armados.”

O Secretário-Geral lembrou que o país chegou a ser considerado “lugar mais perigoso no mundo para ser mulher” e descreveu a situação humanitária como “alarmante, marcada por abusos sexuais e assassinatos”.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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