Brasil quer que América Latina dê mais bolsas de estudo à África lusófona

27 setembro 2012

Numa intervenção no lançamento da Iniciativa “Educação em Primeiro Lugar” das Nações Unidas, ministro brasileiro da Educação investimento em setores que envolvem a ciência, tecnologia e inovação num cenário pós-crise

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Brasil quer que haja um aumento de bolsas de estudo no ensino superior para países Africanos de língua portuguesa, a serem atribuídas pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação Ciência e Cultura.

A informação foi dada à Rádio ONU, em Nova Iorque, pelo ministro brasileiro da Educação, Aloízio Mercadante, após uma intervenção no lançamento da Iniciativa “Educação em Primeiro Lugar” das Nações Unidas.

Bolsas

“Estamos fazendo um programa de intercâmbio através da Organização dos Estados Ibero-Americanos, onde só participava a América Latina espanhola, portuguesa, Espanha e Portugal. Os países africanos de língua portuguesa não participavam dessa estrutura criada em 1948. Assumimos agora a presidência e defendemos, na ultima reunião, que todos os países de língua portuguesa devem ser incorporados na organização dos Estados Íbero-Americanos. Nós temos um programa de intercâmbio chamado Pablo Neruda que queremos expandir para a África Portuguesa”.

No evento de lançamento da Iniciativa de Educação, o governante defendeu ainda a importância do investimento em setores que envolvem a ciência, tecnologia e inovação num cenário pós-crise.

Produtores

“A crise exige mais educação e não menos. Precisamos buscar ser mais solidários uns com os outros e de cooperação na área solidária, educacional e tecnológica,  mais programas de bolsas de estudos de intercâmbio e, como dizia Fernando Pessoa: minha língua minha pátria. Espero que falando para tantos que os ouvem em português, que a gente possa trabalhar junto no sentido de buscar essa parceria e esse investimento em educação, ciência e tecnologia”, explicou.

Para o Brasil, a experiência adquirida pelo país mostrou resultados que “geram mais valor agregado e empregos qualificados”. Para o ministro estes podem beneficiar África e a América Latina para que “deixem de ser “produtores de matérias-primas e de bens básicos”

O governante lembrou, igualmente, a criação pelo Brasil de uma universidade para África, que recebe estudantes do continente e disponibilizas vagas e bolsas de estudo financiadas pelas autoridades.

 

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