Timor-Leste revela intenção de ser país de média renda

26 setembro 2012

Aposta foi revelada pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, nos debates da 67ª Assembleia Geral da ONU; temas  do discurso incluíram a segurança alimentar e a reforma das Nações Unidas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Timor-Leste  aposta em ascender para País de Rendimento Médio até 2030, disse o primeiro-ministro Xanana Gusmão na abertura dos debates da 67ª  Assembleia Geral da ONU.

“Hoje temos um plano, uma visão, um objectivo. Transformar o nosso país de rendimento baixo para um país de rendimento médio alto em 2030, numa nação próspera e segura, com uma população saudável e instruída e com emprego qualificado para todos. Mas, a curto prazo até 2015, Timor-Leste não cumprirá os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio," indicou.

Independência

A nação do Sudeste Asiático declarou a sua independência da Indonésia, em 2002, com o apoio da ONU.

No seu discurso, Gusmão agradeceu à comunidade internacional pelo seguimento das eleições timorenses, que em Julho tiveram como vencedor o presidente Taur Matan Ruak e garantiram o seu segundo mandato como chefe de governo.

Distinção

O fim do mandato da Missão da ONU em Timor-Leste, Unmit, até Dezembro, também foi mencionada pelo governante. Gusmão revelou planos de distinguir entidades que contribuíram para o seu sucesso, incluindo as Nações Unidas.

“O Presidente da República, Taur Matan Ruak, recomendou-me que tornasse público que em 20 de Maio de 2013, o Estado Timorense vai agraciar com a mais alta insiga da R. de Deli, todos os países que se tenham envolvido em Missões a Timor-Leste, começando pela Assembleia Geral e o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Da parte do nosso povo este acto sera a exteriorização do seu mais profundo reconhecimento, desejando que dorevante as Nações Unidas prestem mais atenção aos povos irmãos que tanto necessitam”, acrescentou.

O primeiro-ministro timorense reconheceu, entretanto, que o seu país não vai  cumprir  as Metas de Desenvolvimento do Milénio até 2015.

A criação de um Painel de Alto Nível para apoiar o Secretário-Geral na agenda de desenvolvimento global pós-2015 foi alvo da apreciação de Xanana Gusmão. O governante louvou a eleição da ministra timorense das Finanças, Emília Pires, para integrar o grupo.

Debate

Timor-Leste  prometeu contribuir de forma clara e construtiva para o debate sobre as metas, tendo considerado urgente abordar os fatores estruturais que impedem a obtenção de resultados tangíveis.

Os temas do discurso incluíram a segurança alimentar, o fortalecimento e  reforma das Nações Unidas e as ameaças ambientais aos recur

 

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