Unesco reage ao assassinato de cinco jornalistas na Somália

24 setembro 2012

A morte de um diretor de rádio, na sexta-feira, fez  subir  para 13 o total de profissionais da imprensa mortos neste ano; diretora-geral realça papel do direito à liberdade de expressão e de imprensa para a democracia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A diretora-geral da Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, expressou “preocupação e ultraje” devido ao assassinato dos últimos cinco jornalistas na Somália.

Nesta sexta-feira, subiu  para 13 o total de profissionais da imprensa mortos neste ano. De acordo com a Unesco, 26 assassinatos já foram registados no país desde 2008.

“Afronta”

Em comunicado à imprensa, Irina Bokova acrescenta que as mortes são uma “afronta contra toda a nação e uma extrema violação do direito à liberdade de expressão e de imprensa”, tidos como essenciais para a construção e funcionamento de democracias saudáveis.

Os jornalistas foram mortos em três ataques separados a 16, 20 e 21 de Setembro. O mais recente foi o de Hassan Youssouf Absuge, alvejado com um tiro quando saía dos estúdios de uma estação independente da qual era diretor de programas.

Conflito

Bokova exortou as autoridades somalis a fazerem tudo ao seu alcance para levar os responsáveis à justiça, num momento em que a nação tenta se reconstruir de vários anos de conflito.

Na quinta-feira, três jornalistas foram mortos e outros quatro feridos num duplo atentado suicida ocorrido num restaurante popular na capital, Mogadíscio.

Quatro dias antes, um profissional de vídeo  independente foi morto a tiro no bairro Bundo Nasib, também na capital somali.

 

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