Jovens destacam experiência de paz de Moçambique para o mundo

21 setembro 2012

Por ocasião do Dia Internacional da Paz, celebrado a 21 de Setembro, entrevistados falam de ganhos obtidos nos 20 anos após a assinatura do Acordo Geral de Paz que pôs termo ao conflito armado.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

Um grupo de jovens de Moçambique reconheceu a experiência de 20 anos de paz que o país tem a oferecer ao mundo, mas chamou a atenção para que problemas potenciais sejam evitados.

As declarações foram avançadas nas vésperas do Dia Internacional da Paz, assinalado neste 21 de setembro.

Conflito

O país prepara-se para comemorar 20 anos do Acordo Geral de Paz. O pacto, assinado a de 4 de Outubro, pôs termo a 16 anos de conflito entre o governo e antigos rebeldes da Renamo.

Entrevistados pela Rádio ONU, de Maputo, os estudantes, de 20 a 25 anos, partilham a sua visão sobre o futuro de Moçambique. Nízio Banda destacou o percurso após os acordos.

Contributo

“Duas décadas de paz não são pouca coisa. Moçambique tem uma oportunidade de transmitir esta experiência de 20 anos de paz a muitos países africanos que estão mergulhados em conflito. Nós como moçambicanos temos feito a nossa parte. Estes apoios que a comunidade internacional tem vindo a dar são contributo para a manutenção da paz”, apontou.

A estudante de relações públicas Constância Cumbe também aponta ganhos para o país.

Liberdade

“Nas condições em que o país se encontra atualmente, verifica-se a paz, de certa forma, aqui no país. As pessoas têm certa liberdade para se expressar as suas opiniões e suas ideias. Em termos de direitos das pessoas, Moçambique está a evoluir muito. O nível de desenvolvimento humano está a crescer bastante”.

Mas, para Alfredo Mucavele, a maior ameaça à estabilidade do país pode ser o uso não racional de recursos.

 Descoberta

“Agora com a descoberta de hidrocarbonetos pode haver conflito e insatisfação por parte dos moçambicanos, mas se houver essa divisão equitativa dos recursos em que o moçambicano se sinta também envolvido provavelmente não haverá conflitos”, sublinhou.

Por outro lado, Filimone Andela defende a necessidade de o governo atual os partidos coordenarem aspetos ligados à paz, para evitar conflitos.

Recursos

“Os recursos deviam ser bem redistribuídos, haver uma distribuição racional e taxativa que possa satisfazer a população moçambicana. O que se percebe é que há um grupo que vai se enriquecendo comparativamente a outros”, defendeu.

Após o pacto assinado na capital italiana, Roma, as Nações Unidas apoiaram a estabilização do país até 1994, ano da realização das primeiras eleições presidenciais e legislativas.

 

 

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